Os aspectos mais divulgados da Escandinávia falam de uma cozinha monótona. Não é bem assim. Basta entrar num supermercado para se descobrir uma grande variedade de produtos: arenques, carnes de cordeiro ou rena frescas, defumadas ou secas. Dependendo da época, pode-se encontrar a perdiz nival, a lebre, o pato selvagem ou o alce. Há também apreciadores de carne de urso e veado.

Não há como negar que a culinária escandinava é profundamente marcada pelo frio, que define a vida de seus habitantes durante muitos meses do ano. A gastronomia dessas terras segue o ritmo dos produtos de inverno (batata, repolho e nabo, por exemplo) e das técnicas que prolongam sua conservação durante esta longa estação.

Os legumes costumam ser fermentados, dando origem ao chucrute de couve, nabo etc. Salgam-se, secam-se ou se defumam as carnes de rena ou de cordeiro, sendo o cordeiro seco um produto bem popular da despensa norueguesa. Já o peixe se apresenta de todas as formas: seco, em salmoura, defumado, marinado, à escabeche e fermentado, entre outras possibilidades.

É difícil imaginar um prato escandinavo sem batatas: guisados de carnes com batatas, pastiches de enchovas ao forno e a batata assada, temperada com creme dos camponeses finlandeses. A batata, os legumes que crescem em milhares de estufas, o cordeiro criado nos planaltos, os viveiros de salmão ou a indústria bacalhoeira são algumas das marcas da cozinha da Islândia.

Já na Finlândia, predominam os peixes de água doce. Enguias, lúcios, carpas ou trutas são os grandes destaques. O cardápio finlandês reúne dezenas de receitas com enguias, pratos natalinos de caranguejos e o kalakukko, um pão de centeio. Em grandes áreas do norte, impõe-se a cultura lapônica, presente no porco e na rena.

O arenque, tradicionalmente a dieta básica das classes mais humildes, converteu-se em um símbolo gastronômico. Os dinamarqueses podem consumi-lo de sessenta formas diferentes. Algumas delas compõem os famosos “sortidos nórdicos” junto com o salmão, a enguia, as ovas de peixe e o creme de rabanete picante.

Já a cozinha norueguesa revela preferência pelo salmão, criado de forma intensiva em seus fiordes. O bacalhau fresco também tem sua importância, seguido mais de perto pela truta e pelo arenque. O peixe é um produto onipresente na dieta dos noruegueses, sendo consumido até mesmo no café da manhã.

Em relação à carne, as preferências mudam de um país a outro (os suecos, por exemplo, elegem o boi e o porco; os noruegueses, a rena e o cordeiro), mas todos partilham o gosto pela carne picada: grandes almôndegas; pequenos bolinhos de carne picada, almôndegas ligeiramente esmagadas e pastéis de carne. Mas também se utilizam peças inteiras de carne.

A manteiga e o creme de leite são as gorduras mais utilizadas. Cabe ainda mencionar seus queijos, como o curioso gjetost norueguês, queijo de cabra que combina sabores doces e salgados, e as mais de duzentas variedades de queijos de cabra ou de vaca, registradas na Suécia.

A confeitaria escandinava é bem variada. Ao lado dos biscoitos amanteigados dinamarqueses, encontram-se os morangos noruegueses, o arroz de leite creme de leite batido dinamarquês, a humilde sobremesa de pão preto com cerveja, bolos de gengibre, tortas de maçã ou empadinhas de compota de maçã.

Datarmos o período Viking não é tarefa fácil, porém, costuma-se dizer que a era Viking começou por volta dos anos 800 e acabou nos anos 1000 D.C. Ou seja, na idade do metal. A partir disso podemos imaginar como era a vida deste povo.

A grande preocupação da época eram os alimentos, e por não haver o suficiente para todos estes passaram a ser a "roda mestre" da sociedade Viking. Tudo era muito bem planejado, desde a localizacao das casas, que deveriam estar próximas a fontes de água, até sua disposicao interna. Isto fazia com que os alimentos sempre fossem os primeiros a serem levados em consideracao, por exemplo, havia um espaço especial amplo e arejado chamado "loft", no sótão, para se guardar a comida.

As mulheres já conheciam diferentes formas de preparar o alimento para que este durasse por um longo tempo. O alimento podia ser desidratado (como o bacalhau), defumado, ou ainda, azedado (como as conservas). Tudo sempre bem salgado para melhor conservar, uma vez que não havia maneira de refrigerar o alimento. Isto tudo com objetivo de armazenar a maior quantidade possível para passar o rigoroso inverno nórdico. Outro ponto essencial era o estoque de lenha, uma vez que o fogo servia tanto para iluminar e aquecer, quanto para o preparo de alimentos.

A maior parte dos Vikings eram pequenos agricultores, que cultivavam alguns hortifrutigranjeiros e, pricipalmente grãos, como por exemplo aveia, trigo e cevada, dos quais faziam a farinha. A batata que hoje representa um componente essencial na culinária nórdica não havia chegado das Américas até então.

Os animais eram criados soltos no pátio, o principal era o gado, do qual vinha a carne, o leite, a manteiga e o queijo. Com a pele, eram feitos vestimentas e do chifre, diversos utensílios. Do porco retirava-se a carne e a gordura. Muitos agricultores tinham cabras e ovelhas, que forneciam a lã para forrar as roupas de inverno. Havia também criacao de aves, como, galinhas e gansos.

Entre os temperos utilizados, chama a atencao, as ervas da regiao e o mel. Sendo este último a única forma de adocar os alimentos. A bebida do dia-dia era água e leite azedo, chamado de "skyr". Para as festividades era servido cerveja e "mjöd" (cerveja com mel). Os mais ricos podiam ainda oferecer vinhos vindos de vinhas do sul da Europa.

A culinária Viking dependia do local onde eles estavam instalados, ou seja, os moradores litorâneos comiam muitos peixes, focas e pássaros do mar; já os do interior, comiam alces e renas. A estação do ano também era importante, no verão, os Vikings preferiam os vegetais frescos, como repolho, ervilhas, cebola e feijão.

Através da análise de restos de comida, ossos humanos e do conhecimento sobre o que havia nesta época, o Riksantikvarietämbetet/BIRKA, em Estocolmo, realizou um grande estudo da alimentação dos Vikings.

E foi seguindo as descobertas arqueológicas que o IBEIC - Instituto Escandinavo em parceria com o STB BRASAS preprarou o cardápio da Festa Viking, que será servido como na época, em gamelas de madeira sobre uma grande mesa e a luz de velas.

Kokta grönsaker (legumes cozidos)
Bröd (pães)
Rökt Fisk kridat med örter (peixe defumado com ervas)
Rökt Kött med äppelsås (carne defumada com molho de maça)
Grillat Revbenspjäll med Honung och Senap (costela de porco grelhada com mel e mostarda)
Frukt (frutas)
Nötter (nozes)
Ägg och Lax (ovo e salmão)
Olika såser (molhos diversos)

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