Apesar de pouco conhecida por aqui, a culinária de Barbados - uma pequenina ilha ao leste do Caribe que completa 44 anos de independência – lembra em muitos aspectos a de vários Estados brasileiros.

País tropical localizado na América Central e banhado por mares de águas quentes, Barbados possui muitos dos ingredientes usados nas cozinhas da Bahia, do Rio de Janeiro e do Pará - só para citar três regiões tupiniquins com gastronomias bem distintas.

Peixes, frutos do mar, mandioca, milho, batata-doce, salsinha, coco, cebolinha, cravo, canela e muita pimenta são apenas alguns exemplos da matéria-prima de pratos bem temperados e cheios de personalidade.

Terra do rum, a ilha caribenha onde nasceu e cresceu a cantora pop Rihanna tem também na cana, no açúcar e no álcool importantes ingredientes para a criação de suas receitas, explica o chef Peter Eddey, apresentador de três programas de culinária na televisão local e um dos anfitriões do Festival de Gastronomia, Vinho e Rum de Barbados, que aconteceu entre os dias 19 e 22 deste mês no país centro-americano.

- E não é só isso: a presença majoritária de descendentes de africanos, levados como escravos pelos colonizadores ingleses para cuidarem das lavouras e da produção da bebida, foi fundamental para misturar tudo isso de forma saborosa.

Bom exemplo dessa mistura é o pudding and souse. Como a feijoada e a dobradinha, essa iguaria barbadiana tem os miúdos da carne de porco como base.

Barbados é o país mais oriental das Caraíbas (Caribe), situado no Oceano Atlântico, a leste de de Santa Lúcia e de São Vicente e Granadinas, na área conhecida como Índias Ocidentais. Sua capital é Bridgetown.
Descoberta pelos espanhóis em 1492, foi visitada pelos portugueses de 1536 até 1625. Nesta data foi reclamada pelos britânicos em nome de Jaime I de Inglaterra, que lhe iniciaram a colonização em 1627-1628.
Manteve-se como colónia britânica até 1966, ano de sua independência política. Membro da Comunidade Britânica, o país é governado por um primeiro-ministro apoiado pelo Senado e pela Assembleia.
O país tem uma economia baseada no turismo, nas finanças (paraíso fiscal) e na exportação de açúcar e seus derivados (rum). Com excepção da cana-de-açúcar, os produtos cultivados são para consumo local.
O petróleo e o gás natural são produzidos em pequenas quantidades. O Governo incentivou o investimento na produção de medicamentos, de vestuário, de cerâmica, de vidro e de compostos electrónicos.
Os outros produtos existentes são o açúcar, o melaço, os cigarros, o papel e os têxteis. Os principais parceiros comerciais são os Estados Unidos, o Reino Unido, a Jamaica, Venezuela e Trindade e Tobago. A moeda de Barbados é o dólar barbadiano.

A Gastronomia:
A culinária mistura a comida africana, francesa, indiana e espanhola.
Desde os finos pratos baseados em gostosos produtos do mar até singelos e exóticos cardápios locais. É típica o dourado, o atum, o peixe voador, a tartaruga e, como comida exótica, ovas de ouriço marinho moídas, empadas ou preparadas ao gosto.Cuidado com umas frutas com aspecto de maçã, as "manchineel", muito comuns nas praias. Seu veneno causa bolhas e queimaduras em contato com a pele.
Outras delícias da cozinha Bajan são o Cou-Cou (prato com fubá e quiabo), Pepperpot (um cozido apimentado), e Jug-Jug (uma mistura de milho-Guiné com ervilhas).
A estadia na ilha não é completa se não experimentar o peixe-voador, que é o prato oficial e também emblema da ilha. Esse peixe pode ser provado em quase todos os restaurantes Barbadianos.

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