História de Andorra
Andorra esteve habitado desde a época neolítica (3500 a.C. - 2000 a.C) centrada nos arredores do rio Valira. Os íbericos, celtas, cartagenos e romanos também deixaram constância de sua presença.
No ano 714 os muçulmanos ocuparam Andorra e no ano 788 o território foi conquistado por Carlos Magno, quem segundo a tradição, lutou contra o exército árabe no Vale de Querol. O imperador doou os dízimos e outros direitos da zona aos bispos de Urgel e no ano 817 Andorra passou, como Urgel e a Cerdaña, a depender da soberania carolingina. Do ano 839 data o primeiro documento no quañ se certifica a dependência de Andorra aos condes de Urgel.
Em 1278 em Lérida, assinou-se um acordo, a instâncias do rei aragonês Pedro II, entre o conde de Foix e o bispo de Urgel, pelo qual este último cedeu parte de seus direitos e ambos ficaram como co-soberanos de Andorra. Este acordo se conhece como o "primeiro pariatge", isto é o primeiro tratado de co-soberania.
Várias vezes Andorra foi invadida por diferentes monarcas: os Reis Católicos a anexaram à coroa, depois de uma guerra contra os Duques de Foix e durante o reinado de Carlos V, Andorra foi devolvida à casa dos Foix.
No ano 1607, Luis XIII incorporou o condado de Foix à Coroa de França, o qual lhe converteu em co-príncipe de Andorra, junto com o bispo de Urgel, dignidade que, dois séculos depois, ao desaparecer a monarquia em França passou aos sucessivos chefes do Estado francês. Em 1806, a petição dos andorranos, Napoleão I restabeleceu os cargos de veguer e batlle francês, o qüestia e as isenções aduaneiras concedidas durante a monarquia de Luis XV.
Em 1866, Guillem de Plandolit i de Areny, membro da elite andorrana, liderou o movimento político conhecido como a "Nova Reforma" (Nova Reforma), que foi aceitada pelo bispo Josep Caixal i Estradé. Esta reforma das instituições concedeu uma participação mais ativa à cidadania no governo do país ao criar o "Consell Geral" (Conselho Geral) composto por 24 "consellers" (conselheiros) que se escolhiam entre os "Síndics". Três anos depois o co-príncipe francês, Napoleão III, ratificou a reforma.
Depois da II Guerra Mundial, o nível de vida do Principado foi paulatinamente elevando-se e a população se duplicou em doze anos, chegado a 12.199 habitantes em 1964. Começou, assim, o desenvolvimento comercial e turístico com a construção das primeiras instalações para a prática dos esportes de inverno. Por fim, em 1982, constituiu-se o primeiro governo de Andorra, presidido pelo sr. Òscar Ribas, e em 1993 se elaborou a primeira Constituição do país na que os Chefes de Estado seguem sendo os co-príncipes, o Presidente dela República francesa e o Bispo da Seu d,Urgell. Desde 1994, o Partido Liberal governa em Andorra, primeiro com Marc Forne, como cabeça de governo, e na atualidade com Albert Pintat.

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